Ao processo inflamatório das glândulas sebáceas e dos folículos pilossebáceos se dá o nome de espinhas (acne) e cravos; são mais frequentes na adolescência, mas também pode aparecer em outras fases da vida. A acne provoca incômodo sensorial, dor pelas lesões e prejuízos estéticos. Na adolescência, o problema pode gerar transtornos psicológicos, principalmente quando as lesões são mais graves e acometem a face do paciente.
Hormônios sexuais (andrógenos e estrógenos), que começam a ser produzidos na puberdade, são os principais responsáveis pelas alterações das características da pele, assim como pelo surgimento da acne. As lesões aparecem na face, dorso, ombros e colo.
Essas glândulas estão presentes desde o nascimento, mas são mais ativas na puberdade, quando o problema se inicia, em pessoas com predisposição genética.
Quando isso ocorre, os sintomas principais são justamente os comedões (cravos); pápulas (lesões sólidas arredondadas, endurecidas e eritematosas); pústulas (lesões com pus); nódulos (lesões caracterizadas pela inflamação, que se expandem por camadas mais profundas da pele e podem levar à destruição de tecidos, causando cicatrizes) e cistos (maiores que as pústulas, inflamados, expandem-se por camadas mais profundas da pele, podem ser muito dolorosos e deixar cicatrizes).
Situações de estresse ou o período menstrual podem piorar o quadro, assim como certos medicamentos, exposição exagerada ao sol, contato com produtos gordurosos, ingestão de derivados do leite de vaca, época do ano (especialmente inverno) e, principalmente, o hábito de mexer nas lesões.
A lesão tem forte componente genético, e pode se intensificar com alguns hábitos alimentares que estimulam o processo inflamatório e a atividade da glândula sebácea. A prevenção começa com higiene adequada da pele, com um sabonete ou solução de limpeza indicado para pele acneica ou oleosa.
Classificação da acne
A acne pode ser classificada conforme sua gravidade:
- Grau I: presença apenas de comedões (cravos), sem lesões inflamatórias (espinhas).
- Grau II: comedões, pápulas e pústulas.
- Grau III: comedões, pústulas e cistos.
- Grau IV: comedões, pústulas e lesões císticas maiores que podem se interconectar pela pele, formando “túneis”.
Tratamentos
O ideal é a inflamação ser tratada o mais precocemente possível. O controle é recomendável não só por razões estéticas, como também para preservar a saúde da pele e psíquica, além de prevenir cicatrizes.
O tratamento vai variar de acordo com a gravidade e a localização, e em função de características individuais. É necessário verificar se há lesões não inflamatórias (“cravos”) e/ou inflamatórias (“espinhas”, nódulos, cistos) e/ou cicatrizes.
Em formas leves, o tratamento pode ser apenas local, com inúmeros produtos existentes no mercado, isolados ou combinados. Quando o quadro não evolui bem o tratamento por via oral é associado ao tratamento tópico.
O tratamento com antibiótico oral pode ser um opção terapêutica, porém sob critério médico. Outras medicações orais podem ser associadas para melhorar a microbiota da pele e diminuir a atividade da glândula sebácea. Cada caso deve ser avaliado pelo médico, a fim de receber orientações dos hábitos e um protocolo de tratamento individualizado.
Procedimentos complementares também podem ajudar no controle do comedão, como a limpeza de pele executada por esteticista treinado.
Remoção de cicatrizes da acne
O tratamento contra as cicatrizes deixadas pela acne pode ser feito usando cremes e remédios que devem ser aplicados no rosto diariamente, mas outras opções incluem o tratamento com ácidos (peeling), microagulhamento, laser e preenchimento, por exemplo.
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