O custo de uma noite de sono ruim é muito maior do que muitas pessoas pensam: isso pode ter consequências profundas para a saúde a longo prazo. A insônia, a apneia obstrutiva do sono e a síndrome das pernas inquieta são alguns dos distúrbios de sono mais comuns, e, só quem tem sabe o quanto pode ser difícil conviver com eles.
A falta de sono está associada a consequências de longo prazo para a saúde, incluindo condições crônicas como diabetes, obesidade, pressão alta, doenças cardíacas, depressão e outros prejuízos que reduzem a expectativa e a qualidade de vida.
Investigação
Existem três tipos principais de estudo que nos ajudam a entender as ligações entre os hábitos de sono e o risco de desenvolver certas doenças. O primeiro tipo (chamado de estudos de privação do sono) envolve a privação de voluntários de pesquisa saudáveis do sono e o exame de quaisquer alterações fisiológicas de curto prazo que possam desencadear a doença.
Esses estudos revelaram uma variedade de efeitos potencialmente nocivos da privação do sono, geralmente associados ao aumento do estresse, aumento da pressão arterial, controle deficiente da glicemia e o aumento da inflamação.
O segundo tipo de pesquisa (chamado de estudos epidemiológicos transversais) envolve o exame de questionários, que fornecem informações sobre a duração do sono habitual e a existência de uma determinada doença ou grupo de doenças em grandes populações, em um determinado momento. Por exemplo, tanto a redução quanto o fracionamento do sono, conforme relatado em questionários, estão relacionados à hipertensão, diabetes e obesidade.
O terceiro tipo de evidência que as alterações dos hábitos de sono estão associados ao desenvolvimento de inúmeras doenças, vem do rastreamento dos hábitos de sono e padrões de doença por longos períodos de tempo, em indivíduos inicialmente saudáveis (estudos epidemiológicos longitudinais).
Durante o sono, nossos corpos secretam hormônios que ajudam a controlar o apetite, o metabolismo energético e o processamento de glicose. Por isso, tratar o sono como uma prioridade, em vez de um luxo, pode ser um passo importante na prevenção de várias condições médicas crônicas.
Relação entre distúrbios do sono e outras doenças
Vários estudos relacionaram sono insuficiente e ganho de peso. Por exemplo, estudos mostraram que pessoas que habitualmente dormem menos de seis horas por noite são muito mais propensas a ter um índice de massa corporal (IMC) acima da média e que as pessoas que dormem oito horas têm o IMC menor. O sono está agora sendo visto como um fator de risco potencial para a obesidade.
Pesquisadores também descobriram que o sono insuficiente pode levar ao diabetes tipo 2, influenciando a forma como o corpo processa a glicose, o carboidrato de alta energia que as células usam como combustível.
Estudos descobriram ainda que uma única noite de sono inadequada em pessoas com hipertensão existente pode causar elevação da pressão arterial ao longo do dia seguinte. Esse efeito pode começar a explicar a correlação entre o sono ruim e as doenças cardiovasculares e o derrame.
Dormir bem é um dos princípios para ter uma longevidade saudável. Se você sofre com algum distúrbio do sono, procure um médico para avaliar individualmente o seu caso e conduzir o melhor tratamento.
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