É normal perder aproximadamente 100 fios de cabelo por dia. Porém, o corpo costuma produzir cabelo constantemente na mesma quantidade dos que caem, para evitar a calvície. Quando esse processo natural deixa de ser ativado pelo organismo, a calvície pode ocorrer.
Aproximadamente 25% dos homens começam o processo de calvície antes de atingirem os 21 anos de idade. Com 35 anos, dois terços dos homens podem ter algum grau de perda de cabelo. Já aos 50 anos, 85% dos homens já costumam ter cabelos significativamente ralos.
Alopecia Androgenética
É a diminuição e afinamento progressivo dos cabelos, que ocorre frequentemente nos homens e nas mulheres, podendo estar associado a distúrbios hormonais. É a forma mais comum de alopecia em ambos os sexos. A doença é hereditária, cuja herança se manifesta com intensidade variada. É causada pela ação destrutiva do hormônio masculino sobre o folículo piloso, das áreas geneticamente predispostas. O exame ideal para o diagnostico é a tricoscopia, realizada pelo médico, durante a consulta.
1. Tratamento
Visa retardar a evolução da doença e melhorar a cobertura do couro cabeludo. São utilizadas medicações tópicas com estimulantes para o crescimento dos fios, medicações orais, led e aplicações que podem ser feitas pelo médico no consultório. Pode ser necessário investigação com exames laboratoriais. Qualquer sintoma no couro cabeludo ou alterações dos cabelos, procure o dermatologista.
2. Implantes capilares
Os transplantes de cabelo existem desde os anos 1050. No procedimento cirúrgico obtém-se as unidades foliculares (cabelos) retirando-as da área doadora, para implantar nas áreas receptoras com rarefação capilar (áreas com cabelos ralos ou inexistentes).
A técnica convencional FUT se inicia com a extração de uma faixa da área doadora. A extensão geralmente varia entre 10 e 25 cm, de acordo com a necessidade de cada caso, e a largura entre 1,0 e 1,5 cm. A seguir, as unidades foliculares serão individualizadas e lapidadas. Nesse momento, é fundamental a habilidade adquirida com a experiência e prática da equipe, que deve ser altamente treinada para tal processo, utilizando microscópios de alto poder de definição, evitando assim lesões e cortes nos bulbos. A cicatriz que permanece na área doadora é discreta, principalmente se for a primeira cirurgia a ser realizada pelo paciente.
Uma das técnicas mais modernas é o FUE (Follicular Unit Extraction) – uma técnica de implante capilar que surgiu em 2002, em que se utiliza um bisturi redondo, com diâmetro de 0,8 a 1 mm, para a coleta das unidades foliculares. Essa técnica consiste no aprimoramento de um método antigo, de 1950.
O principal fator revolucionário da técnica FUE atual é utilizar punches com diâmetros pequenos, o que permite extrair folículo por folículo e produz cicatrizes pouco perceptíveis. Não é realizado suturas (pontos), uma vez que os punches são pequenos, e se fecham sozinhos entre 24 horas e 72 horas.
Algumas vantagens da técnica de implante capilar FUE são:
- cicatrização mais rápida da área doadora;
- ausência de suturas (pontos) na área doadora;
- ausência de cicatriz linear em área doadora;
- preservação da elasticidade do couro cabeludo mesmo após várias sessões;
- retorno mais rápido as atividades diárias e prática de esportes;
- necessidade de um menor intervalo de tempo entre uma sessão e outra.
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